
Um dia, numa conversa com o João (amigo virtual) falamos sobre amor. Ele me falou algumas coisas que eu nunca tinha parado para pensar e na conversa acabei descobrindo outro jeito de analisar esse sentimento…
Será que o amor é apenas um hábito?
Será que o amor não existe? Será que é um sentimento idealizado, inventado? E propagado pelo cinema, por histórias de amor, também inventadas?
Na vida real isso não ocorreria da mesma forma, inventaram que o amor existe, e nos disseram tanto essa mentira, que passamos a acreditar. É bem provável que em outras culturas esse “sentimento” não exista. As pessoas nesse caso não ficam juntas por amor, mas sim, por necessidade. A sociedade inventou que “é impossível ser feliz sozinho.”
Será mesmo que o único amor que possa existir, é o de mãe e pai pelo filho, e de Deus pelos homens?
Pensando bem, se ele foi inventado, ele existe! Tudo que é inventado existe. Mas temos que concordar que ele não existe concretamente, é uma invenção abstrata. E possivelmente existe apenas em alguns contextos sociais. Os indígenas trocam suas esposas por baldes de água, potes de farinha, africanos arrancam os clitóris de suas mulheres, muçulmanos cortam os pequenos lábios da vagina das mulheres, unem com espinhos de acácia, para que fiquem mais fechadinhas, e depois desfazem isso com o ato sexual.
Dentro dessas culturas que eu citei, estas práticas são tidas como corretas, e são perfeitamente comuns, e aceitas pela sociedade. Se existe amor dos homens pelas mulheres nesses lugares, o amor deles é muito diferente do que vemos nos filmes e histórias de amor.
Será que seria errado ficar acreditando que um dia realmente existirá o amor verdadeiro!?
Portanto, as pessoas acreditam de formas diferentes, em maior ou menor grau.
Geram os conflitos: “você me ama menos que eu te amo” , “você devia me amar mais” ou “ninguém me ama” e por aí vai. Seria certo pensar isso tudo, viver uma ilusão ou amar como se não existisse mais nada?
É raro um relacionamento dar certo como imaginamos que seria, porque cada um tem um entendimento do que seja o amor. Cada um viu filmes diferentes, ouviu histórias diferentes, tentou reproduzir e teve resultados diferentes. Tem posicionamentos diferentes diante de situações amorosas. Fica muito difícil, e o que acontece é que todo mundo tem histórias de rejeição e dor de amor para contar, mas pouquíssimas pessoas tem histórias de amor verdadeiro pra compartilhar.
Isto é uma explicação lógica para os fatos? Vontade de beijar, de abraçar, de se declarar, de mandar flores, de escrever músicas…isso tudo é aprendido.
Na china o beijo de língua é visto como um ato nojento, mandar flores é um costume ocidental, escrever músicas é um costume de quem nao é surdo. Tudo é relativo ao amor, e qualquer coisa humana é aprendida, pelos seres humanos.
Isso tudo vem da psicologia socio-histórica. É uma abordagem que devido as experiências pelas quais passou na vida são determinadas pela sua inserção social, o lugar que você vive e as pessoas que convive, e também determinado pelo tempo histórico, época histórica que você vive.
Por exemplo, eu gosto de música, porque em algum momento da minha vida, eu ouvi música, ouvi alguém cantando…e ouvir música, ouvir alguém cantando só é possível numa comunidade de ouvintes, se eu vivesse numa comunidade de surdos, mesmo escutando, hoje não gostaria de música, as músicas que gostamos estão posicionadas num tempo histórico. Você gosta de músicas atuais? Escuta músicas na internet? Sabe usar o computador? Todo o contexto em que vivemos é que nos faz ser o que somos! Acredite no amor, se ele realmente não existisse, será que Deus nos amaria do jeito que somos!?
Pense nisso.
Compartilhe o amor…compartilhe esta idéia!
- JN -